quinta-feira, 1 de maio de 2008

HISTÓRIA/TEMPO/ESCOLA



A escola deve oportunizar situações para que o aluno possa constituir novas compreensões temporais, perceber a arbitrariedade das convenções de tempo estabelecidos, questionar o tempo esquadrinhado a que estamos submetidos na contemporaneidade.

É importante oportunizar aos alunos a aprendizagem das mais diferentes medidas de tempo (formais e informais, do nosso e de outros grupos sociais, do presente e do passado), a história dos artefatos usados para "medir" o tempo, como calendários e relógios, a localização de acontecimentos e sujeitos aos seus contextos históricos, o reconhecimento de permanências e mudanças. e, finalmente, a possibilidade de estabelecerem múltiplas relações, comparando diferentes épocas e temporalidades.

Além de aprender que o tempo é medido à partir de uma referência, de acordo com as singularidades sócio-culturais de diferents grupos e momentos históricos, os alunos poderão, ainda, ser incitados ao conhecimento da existência de diversidades na forma de pensar e sentir os tempos: o tempo métrico (do relógio, do calendário), o tempo da natureza (o ciclo da vida, das fases da lua, do dia e da noite, as estações do ano), o tempo geológico (das lentas transformaçõs, das eras).

As multiplicidades das dimensões de tempo devem estar presentes numa proposta de ensino: o tempo físico (cronológico), o tempo social (das vivências individuais e coletivas) e a dimensão histórica, em que o tempo aparece marcado pelas experiências humanas e pelas relações entre passado/presente/futuro.

Considera-se que o estudo de Estudos Sociais deve partir do próximo para o distante, do simples para o complexo, do concreto para o abstrato

Famíli, escola, bairro, município,... Essa organização do processo de ensino, embora ofereça a possibilidade de trabalhar o tempo e o espaço próximo e concreto, em que os alunos estão inseridos, corre o risco da simplificação exagerada, em que o estudo da realidade não ultrapassa o senso comum e a organização dos conteúdos (até certo ponto necessários) finda po constituir uma espécie de camisa de força, impedindo a reflexão e a implementação de propostas d ensino que priorizem a aprendizagem de conceitos-ferramentas necessários à constituição da cidadania.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

PATRIARCA DA ECOLOGIA



Estudando história, sabemos que José Bonifácio de Andrade e Silva participou ativamente dos movimentos de independência que livraram o Brasil do poder de Portugal. Sua participação foi tão intensa, que José Bonifácio é considerado o PATRIARCA da INDEPENDÊNCIA.
O que, talvez, muitos não sabem é que esse político de grande importância para nossa história foi também o primeiro Ecologista Brasileiro.
Nascido em 13 de junho de 1763, na cidade de Santos (SP), José Bonifácio foi estudar em Portugal quando completou 20 anos de idade.
Retornando ao Brasil em 1819, com 56 anos de idade, José Bonifácio fez uma longa viagem pelo estado de São Paulo. E logo percebeu que as boas lembranças que guardava da infância já não correspondiam à realidade: deparou-se com os horrores da escravidão de negros trazidos da África, com a perseguição aos índios, com desmatamento e o desperdício de nossos recursos naturais. Começou, então, a pensar num projeto para valorizar a natureza do Brasil.
Mas, como era um político importante, não chegou a trabalhar nesse projeto. Foi aleito vice-governador de São Paulo e, em seguida, nomeado Ministro do Reino. Nos dois anos em que foi ministro, tramou e viu acontecer a independência do Brasil.
O patriarca da independência foi um dos maiores geólogos de sua época, um homem que teria preferido dedicar-se à ciência caso a política não o tivesse envolvido tanto.
Eis um pequeno trecho de um discurso de José Bonifácio, feito em 1823: "... nossas numerosas minas, por falta de trabalhadores ativos e instruídos, estão desconhecidas ou mal aproveitadas; nossas preciosas matas vão desaparecendo vítimas do fogo e do machado da ignorância e do egoísmo; nossos montes e encostas vão-se escalvando diariamente, e com o andar do tempo faltarão as chuvas fecundantes, que favorecem a vegetação e alimentam nossas fontes e rios... Virá então esse dia, terrível e fatal, em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos erros e crimes cometidos".
Com estas palavras podemos concluir que José Bonifácio era, também, um profeta.

DESEQUILIBRIO AMBIENTAL

O desequilíbrio do ecossistema é um dos principais problemas ambientais da atualidade. Com a extinção de algumas espécies de animais e vegetais, está ocorrendo cada vez mais problemas em cadeias alimentares e, por conseqüência, prejuízos para o ecossistema. A caça predatória, a poluição das águas e do ar e a contaminação de rios são os fatos que influem diretamente neste tipo de problema ambiental.
O problema ambiental é urgente e precisamos saber lidar com o capitalismo e a degradação ambiental consequente. Para isso, temos que entrar no mundo e na lógica desse poder dominante e encontrar uma solução de equilíbrio, entre as necessiades humanas e o que o ambiente pode oferecer perpetuamente,

domingo, 20 de abril de 2008

A MISSÃO DO PROFESSOR



Qual é minha missão como professor junto a este ser que me é confiado todos os dias?
Em geral, é difícil que um professor, um docente, possa trabalhar seriamente se não procura encontrar a resposta a esta pergunta. Essa resposta deve se adaptar a uma série de condições externas, tais como: a idade dos alunos; o ciclo de ensino em que estão; a série ou curso; condições sócio-econômicas (características sociais, econômicas e culturais); lugar em que está localizada a escola: centro de uma grande cidade, um bairro, um lugarejo, zona rural,etc.; as características do momento histórico que se está vivendo.
Isto se fundamenta numa visão do homem como ser histórico que se realiza no tempo. Crescer, portanto, significa ir se localizando com lucidez, no tempo e nas circunstâncias em que se vive, para chegar a ser verdadeiramente homem, isto é: indivíduo capaz de criar e transformar a realidade, em comunhão com seus semelhantes.
De acordo com isto, a função dp professor seria então:
- Dar às crianças instrumentos para a análise da realidade.
- Iniciá-las na experiência da reflexão e da ação em grupo.
Dar instrumentos para a análise da realidade, dentro de um aspecto desta realidade, aquela que levará os alunos a se conhecerem através do conhecimento dos outros homens em geral: de sua localidade, do seu tempo, de outras localidades, de outros tempos.
Enfim, a realidade do homem como sere histórico, criador de cultura.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O QUE PODEM E O QUE NÃO PODEM FAZER AS MÁQUINAS


Quem fala em Máquina Pensante ou não sabe o que é pensar ou não sabe o que é uma máquina. Uma máquina é um instrumento operado pelo homem. Se estiver em perfeita ordem, ela cumprirá eficientemente as instruções recebidas - com tanta efeciência quanto a do operador que a dirige. Ouvimos sempre: "As máquinas não se enganam". É claro que não; elas não fazem nada.
Seria ridículo negar o fantástico progresso atingido pelas máquinas e especialmente pelas máquinas eletrônicas, nos últimos anos.
É bem possível que a eletrônica venha a transformar radicalmente a nossa vida (já transformou, pois passamos mais tempo em frente ao computador do que falando com os familiares e amigos). Os motores de explosão também a alteraram. Só que não cometemos o erro de olhá-los sob uma visão antropomórfica. O "cérebro" de um computador moderno (dificilmente poderemos escapar destas falsas analogias) é um sistema tremendamente complicado, que pode chegar a ocupar uma sala inteira. Temos, dentro do crânio, em duas conchas de matéria, um sistema infinitamente mais complicado - um sistema não apenas mais complicado como ainda capaz de realizações que se colocam não só fora das possibilidades de um computador como além de qualquer coisa que possamos imaginá-lo capaz de fazer no mais remoto futuro.
Existe apenas um tipo de Máquina Pensante: Você.
(Charles Solomon)




A MATEMÁTICA DA BELEZA NA ANTUREZA E NA ARTE



No século XIII, Tomás de Aquino formulou essa verdade fundamental da estética: "Os sentidos se deleitam com coisas devidamente proporcionadas." Estava traduzindo a relação direta e muitas vezes mensurável que existe entre a beleza e a Matemática, relação que se aplica tanto ao belo da Natureza como à arte do homem. Aparentemente, nada há na Natureza suficientemente pequeno ou insignificante para não merecer uma agradável simetria: a beleza infinda dos cristais hexagonais dos flocos de neve, a encantadora espiral geométrica dos caramujos, os cubos perfeitos de cristais minerais. Qunato ao homem - notável exemplo de simetria - parece reagir instintiva e positivamente às formas que seguem regras geométricas rígidas, tanto no que vê ao seu redor como em sua própria criação, arte ou arquitetura.

!Biblioteca Científica LIFE)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

PLANEJAMENTO



"O planejamento é um instrumento indispensável para a ação pedagógica, já que outro modo, seria impossível orientar o processo até os propósitos perseguidos - e uma proposta educativa deixa de sê-lo se não tratar de tornar realidade certas finalidades previamente trabalhadas" (Delia Zunino e Alicia de Pizani).
"Ao planejar, deve-se sonhar e é nesse instrumento chamado planejamento que os professores podem colocar o sonho das aprendizagens que desejam para o grupo de alunos com que atuam, materializando, no plano de trabalho, suas intenções".
"O planejamente nas ce da avaliação".
(Madalena Freire).
Toda aula começa muito antes do momento de entrar em classe. Algumas vezes é preciso gastar horas para organizar materiais e espaços. Em outras, bastam alguns minutos. Mas sempre existe um esforço de preparar o trabalho com os alunos.
Assim como não se levanta um prédio sem plantas e cálculos, não se constrói educação sem planejamento. A fórmula para planejar é simples. Primeiro definem-se os objetivos, pensando nos interesses e nas possibilidades do aluno. Depois o caminho para alcançá-los, com materias, espaços, técnicas e tempo disponíveis. Entre o primeiro e o último ponto é preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave do sucesso.
OS DEZ MANDAMENTOS
1 - ESQUEÇA A BUROCRACIA: Acabou a idéia de que planejar é ir a reuniões chatas em que o professor se sente como um carimbador de papéis.
2 - CONHEÇA BEM O ALUNO: Para planejar, é preciso conhecer as condições e os intersses dos estudantes.
3 - FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA): O plano de ensino é um documento pronto, que serve de base para o planejamento. Já o planejamento é um processo. Ele deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.
4 - ESTUDE MUITO PARA ENSINAR BEM: Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe.
5 - COLOQUE-SE NO LUGAR DO ALUNO: Quando pnsr numa aula, tente se colocar no lugar do aluno. Você deve saber se os temas trabalhados em sala sãio importantes do ponto de vista do aluno.
6 - DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE: Os critérios para estabelecer o que é mais importantes ensinar devem ser as necesidades e as dificuldades do aluno.
7 - PESQUISE EM VÁRIAS FONTES: Busque informações em livros, jornais, revistas, na internet ou em qualquer fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.
8 - USE DIFERENTS MÉTODOS DE TRABALHO.
9 - CONVERSE E PEÇA AJUDA, se necessário.
10- ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA: Analise o qu está ou não dando certo em seu trabalho e anote. Este é um modo prático de atualizar o planejamento.
DICAS:
USE E ABUSE DO QUADRO-NEGRO: O aluno é ativo na construção do conhecimento, mas o professor não está proibido de transmitir informações. Portanto, aulas expositivas continuam sendo importantes. E o quedro-negro não está abolido. Ele é um recurso eficiente.
NEM BOBO NEM MONSTRO: O professor que dá certo é aquele que usa a linguagem dos alunos e ao mesmo tempo é firme. Não adianta ser o queridinho e perder o papel de orientador. O professor deve estabelecer empatia com os alunos e, principalmente, respeitá-los.