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sábado, 24 de maio de 2008

ETAPAS DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DAS NOÇÕES DE TEMPO E DE ESPAÇO


A construção da noção de espaço se faz por etapas.

O domínio de uma situação nove requer da criança a execução da ação físico-motora, embora ela já tenha atingido a fase da representação, ou seja, a capacidade de substituir a ação ou o objeto por um símbolo ou signo.

A criança começa a operar com as relações espaciais, ou seja, começa a fazer inversões e estabelecer reciprocidade, ao longo do período de 7 a 12 anos, em etapas sucessivas.

Saber "ler" o mundo social e desvendar a sua lógica; conhecer as regras e as leis que regem a organização e estruturação do espaço, desde o espaço cotidiano da criança até o espaço-nação - isso tudo significa educar-se e educar a criança para !saber pensar o espaço, para saber nele se organizar, para saber nele combater".

Etapas da Construção da Noção de Espaço:

- Espaço perceptivo ou espaço da ação:

Primeiras noções de espaço: próximo, dentro, fora, em cima, embaixo.

Espaço prático - construção através dos sentidos e dos próprios deslocamentos.

Organização e equilíbrio a partir da ação e comportamento.

- Espaço Representativo:

Início - com o aparecimento da função simbólica, ou seja, com a capacidade de substituir uma ação por um símbolo ou signo; basicamente com o surgimento da linguagem.

Capacidade de interiorizar as ações.

- Espaço Intuitivo:

Representações estáticas e irreversíveis. Ex.: faz uma ordenação de objetos (ordem direta) mas não cansegue representar a inversão (ordem indireta).

- Espaço Operatório: representações móveis e reversíveis. Ex.:representa um itinerário de ida e de volta (relação de ordem espacial).

Obs.: o desenvolvimento do espaço representativo permite à criança a passagem da ação para a operação.
O processo de construção da noção de tempo se faz por etapas.
O professor pode e deve lançar mão de atividades para poder avaliar as etapas em que seus alunos se encontram com relação ao domínio das relações temporais. A partir daí, deve trabalhá-las e desenvolvê-las, para poder considerar essas etapas e não "queimá-las", prejudicando o processo e incorrendo em supostos erros de avaliação. Assim, o professor não deve exigir soluções ou respostas que estejam além de que seus alunos possam dar.
A noção de tempo é a mais abstrata e de difícil compreensão para a criança: após passar pelo estágio sensório-motor e pelo tempo intuitivo, a criança só atinge a noção operatória de tempo por volta dos 9 ou 10 anos.
Etapas de Construção das Noções de Tempo:
- Estágio Sensório - Motor: Existe um tempo prático, ligado às ações e experiências imediantas da criança. Não há nenhuma possibilidade de raciocinar sobre um tempo futuro.
- Estágio Intuitivo ou Pré-Operacional: nesse estágio, cada movimento percebido caracteriza um tempo particular. A criança se apóia, por exemplo, na percepção espacial para calcular o tempo: é mai velho por que é mais alto. Ainda não consegue coordenar a duração e a ordem de sucessão e age por tentativas empíricas, ou seja, por ensaio e erro.
- Estágio Operatório: se observa uma organização caracterizada por uma compreensão de conjunto das relações de sucessão, simultaneidade e dos intervalos.







quinta-feira, 1 de maio de 2008

HISTÓRIA/TEMPO/ESCOLA



A escola deve oportunizar situações para que o aluno possa constituir novas compreensões temporais, perceber a arbitrariedade das convenções de tempo estabelecidos, questionar o tempo esquadrinhado a que estamos submetidos na contemporaneidade.

É importante oportunizar aos alunos a aprendizagem das mais diferentes medidas de tempo (formais e informais, do nosso e de outros grupos sociais, do presente e do passado), a história dos artefatos usados para "medir" o tempo, como calendários e relógios, a localização de acontecimentos e sujeitos aos seus contextos históricos, o reconhecimento de permanências e mudanças. e, finalmente, a possibilidade de estabelecerem múltiplas relações, comparando diferentes épocas e temporalidades.

Além de aprender que o tempo é medido à partir de uma referência, de acordo com as singularidades sócio-culturais de diferents grupos e momentos históricos, os alunos poderão, ainda, ser incitados ao conhecimento da existência de diversidades na forma de pensar e sentir os tempos: o tempo métrico (do relógio, do calendário), o tempo da natureza (o ciclo da vida, das fases da lua, do dia e da noite, as estações do ano), o tempo geológico (das lentas transformaçõs, das eras).

As multiplicidades das dimensões de tempo devem estar presentes numa proposta de ensino: o tempo físico (cronológico), o tempo social (das vivências individuais e coletivas) e a dimensão histórica, em que o tempo aparece marcado pelas experiências humanas e pelas relações entre passado/presente/futuro.

Considera-se que o estudo de Estudos Sociais deve partir do próximo para o distante, do simples para o complexo, do concreto para o abstrato

Famíli, escola, bairro, município,... Essa organização do processo de ensino, embora ofereça a possibilidade de trabalhar o tempo e o espaço próximo e concreto, em que os alunos estão inseridos, corre o risco da simplificação exagerada, em que o estudo da realidade não ultrapassa o senso comum e a organização dos conteúdos (até certo ponto necessários) finda po constituir uma espécie de camisa de força, impedindo a reflexão e a implementação de propostas d ensino que priorizem a aprendizagem de conceitos-ferramentas necessários à constituição da cidadania.

domingo, 20 de abril de 2008

A MISSÃO DO PROFESSOR



Qual é minha missão como professor junto a este ser que me é confiado todos os dias?
Em geral, é difícil que um professor, um docente, possa trabalhar seriamente se não procura encontrar a resposta a esta pergunta. Essa resposta deve se adaptar a uma série de condições externas, tais como: a idade dos alunos; o ciclo de ensino em que estão; a série ou curso; condições sócio-econômicas (características sociais, econômicas e culturais); lugar em que está localizada a escola: centro de uma grande cidade, um bairro, um lugarejo, zona rural,etc.; as características do momento histórico que se está vivendo.
Isto se fundamenta numa visão do homem como ser histórico que se realiza no tempo. Crescer, portanto, significa ir se localizando com lucidez, no tempo e nas circunstâncias em que se vive, para chegar a ser verdadeiramente homem, isto é: indivíduo capaz de criar e transformar a realidade, em comunhão com seus semelhantes.
De acordo com isto, a função dp professor seria então:
- Dar às crianças instrumentos para a análise da realidade.
- Iniciá-las na experiência da reflexão e da ação em grupo.
Dar instrumentos para a análise da realidade, dentro de um aspecto desta realidade, aquela que levará os alunos a se conhecerem através do conhecimento dos outros homens em geral: de sua localidade, do seu tempo, de outras localidades, de outros tempos.
Enfim, a realidade do homem como sere histórico, criador de cultura.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O QUE ENTENDEMOS POR ESTUDOS SOCIAIS


O homem conseguiu, com seu trabalho, chegar ao desenvolvimento tecnológico que hoje podemos constatar. Atualmente ele sente que domina o Mundo através da técnica, mesmo correndo o risco de ser dominado por ela.
Quando analisamos a História da Humanidade constatamos que o Homem, inicialmente, temia a Natureza, mas a foi transformando pelo seu trabalho, segundo suas necessidades. Para sobreviver, o homem precisava atender a certas necessidades como: comer, vestir, beber, dormir, habitar. E para isto iniciou uma atividade de coleta e caça. Buscando um melhor desempenho nessas atividades, elaborou alguns instrumentos de trabalho como o arco, a flecha e o machado de pedra. E mais, começa a relacionar-se com outros homens seja na defesa de seus achados, seja no melhor desempenho dessas atividades. Ele foi elaborando a própria identidade no confronto com o Outro Homem e com o Mundo. Simultaneamente, o homem passou a elaborar a consciência de si, do outro homem e do mundo. Adquiriu consciência de suas possibilidades e de suas necessidades, passando a agir sobre a natureza.
Darcy Ribeiro denomina cultura a interação desses esforços de controle da natureza e ordenação das relações humanas. A cultura seria entendida como o "patrimônio simbólico dos modos padronizados de pensar e de saber que se manifestam: materialmente, nos artefatos e bens; através da conduta social; ideologicamente, pela comunicação simbólica e pela formulação da experiência social em corpos de saber, crenças e valores".
Para a compreensão do momento histórico em que vivemos se faz necessária uma análise e interpretação desse processo de transformação das relações com a natureza. A História estuda esse arcabouço cultural da humanidade através dos tempos eo faz criticamenet visando uma presença eficiente de cada homem em seu tempo.