terça-feira, 30 de março de 2010

COLHENDO FRUTOS

"Todos estamos de visita neste momento e lugar.
Só estamos de passagem.
Viemos observar, aprender, crescer, amar...
...e voltar para casa."
(Dito aborígene australiano)
Sempre acreditei, ainda acredito, que nós, professora e alunos, comungamos nos mesmos objetivos: observar-nos para aprender a crescer em conhecimentos, solidificar amizades. E depois...
...voltamos para casa!
Está casa é nosso corpo, nossa mente.
Voltamos para dentro para verificar o que já sabíamos e armazenar adequadamente a novidade.
Muitas e muitas vezes, a novidade não nos parece digna de ser resguardada e, como num passe de mágica, a deletamos.
Também sempre acreditei que de tudo o que procurava ensinar a meus alunos, muito pouco era armazenado com carinho.
Estava enganada!
Estamos na Semana Santa. Na próxima 5ª feira haverá festinha com entrega de ninhos e apresentações artísticas.
Todos os alunos da escola irão entoar uma melodia cujo refrão será acompanhado, também, pela Língua Brasileira de Sinais.
No primeiro ensaio, quando a Coordenadora da Escola veio ensinar "os gestos" para os alunos, tive uma agradável surpresa.
Como já disse anteriormente, dos meus 25 alunos, 15 já foram meus alunos no 3° ano, e esses alunos lembraram das aulas de Libras, do modo como eu ensinava.
Aprendi uma grande lição: o professor planta a sementinha e, posteriormente, o áluno e a sociedade colhem os frutos. Tive a maravilhosa oportunidade de colher os frutos junto com meus alunos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aprendendo a Ensinar

Montei uma apresentação sobre o Sistema Solar. Não que este conteúdo seja obrigatório para uma turma de 5° ano. Mas achei interessante mostrar a eles quem somos e de onde viemos.
Era, à princípio, uma pequena apresentação. Mas, do decorrer da aula, descobri que, o que julguei ser apenas uma demonstração, se tornou uma grande ferramenta de descobertas.
Os alunos nunca estiveram tão atentos, nunca formularam tantas perguntas interessantes, nunca emitiram tantos comentários inteligentes.
Hoje aprendi que as inovações em sala de aula sempre serão bem-vindas. Os alunos aprendem muito mais com aulas expositivas e esta aula, quanto mais chamativa for, mais prenderá a atenção do aluno.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Iniciando um Projeto de Aprendizagem

Como citei na postagem anterior, estava esperando a oportunidade de iniciar um PA na minha turma de 5° ano.
Não queria começar um Projeto que fosse "forçado", ou melhor, sugerido por mim.
Tentei questionar os alunos sobre o que gostariam de aprender e não obtive muito sucesso nesta primeira tentativa. Resolvi esperar pela pergunta que surgiria naturalmente.
Durante a semana passada, quando estavámos estudando os coletivos, perguntei qual o coletivo de ocas. Ninguém sabia. Apareceram diversas palavras, como respostas, oriundas do universo indígena.
"Não lembramos de mais nada sobre os índios." - falou um dos alunos.
Achei que a oportunidade tinha surgido. Pedi que elaborassem questões sobre suas curiosidades sobres os índios.
Surgiram questões bem elaboradas e interessantes.
Vamos começar o nosso primeiro Projeto de Aprendizagem.

quinta-feira, 18 de março de 2010

INICIANDO AS ATIVIDADES

Hoje, 18 de março de 2010, foi a primeira aula presencial do Pead.
Recebemos orientações sobre o Estágio Curricular e sobreo Eixo 8 do Seminário Integrador.
Formalmente, nosso estágio não começou, mas desde o primeiro dia do ano letivo sinto-me estagiando.
Durante estes 10 anos de trabalho no magistério é a primeira vez que atendo uma turma de 5° ano.
Á princípio fiquei apreensiva quanto ao trabalho a ser realizado (não possuia nenhum material de apoio para esta faixa etária), mas, aos poucos, todo o receio inicial foi se dissipando e meus objetivos estão sendo alcançados.
Já havia trabalhado com meus atuais alunos, no 3° ano. Adorei revê-los e fui muito bem recebida por eles.
Nos primeiros dias de aula (durante o perídodo de observação sobre o conhecimento dos alunos), tentei começar (de uma forma bem sutil) a planejar uma forma de iniciar os PAs. Sondei sobre possiveis curiosidades e objetos de estudos a serem almejados pelas crianças. Não obtive sucesso algum. As crianças não apresentaram questões objetivas que pudessem gerar um PA. Resolvi esperar a oportunidade aparecer. Esta semana ela surgiu, mas isto é um assunto para minha próxima postagem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PLANEJAR E AVALIAR



Planejar para avaliar ou avaliar para replanejar?
Planejar é abrir caminhos. Caminhos rumo à aventura do saber, à viagem do prazer da realização, ao alargamento dos limites, ao eterno sonho humano: eu sei, eu conheço.
Planejar é abrir portas para a criação, a experiência e a satisfação de observar o educando soltar as rédeas na busca de conhecimentos, na construção da sua história.
Ensinar é interrogar, é instigar, desafiar; fazer pensar, imaginar; deslocar o aluno para um novo patamar. É ter a expectativa de ver seu aluno crescendo, não apenas na idade, mas também em experiência de si e do mundo, em sabedorria.
Avaliar é retomar percursos. Se a viagem do conhecimento não foi bem sucedida, viajante e guia devem refazer a trajetória, outro percurso que enriqueça a inteligência natural do aprendiz, que não desvalorize a sensibilidade, a emoção, a imaginação do educando.
Avaliar é resgatar o que foi perdido, é repensar os limites do universo cultural dos alunos.
O único objetivo que a avaliação deveria ter é a sondagem, diagnóstico das habilidades do aluno, para que o professor possa saber de onde recomeçar e para que direção ir. Replanejar!

domingo, 29 de novembro de 2009

Refletindo Sobre PA's

Falar em aprendizagem por projetos é, necessariamente, se referir à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir o conhecimento. O aluno não é um ser desprovido de ideias e curiosidades, ao contrário. E é através dessas ideias e curiosidades, de seu conhecimento prévio que ele vai se movimentar e interagir com o desconhecido, provocando a construção do conhecimento.
Um PA vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações no sistema de significações dos conhecimentos prévios do aprendiz.
Para começar, a curiosidade do aluno deve ser apresentada através de uma questão de investigação.
A questão de investigação norteia o projeto de aprendizagem e, por este motivo, ela deve ser uma questão ampla, para não restringir o assunto e encaminhar a aprendizagem para um único caminho, mas isto não significa que ela não possa ser refinada, reestruturada à partir dos conhecimentos que estão sendo construidos. E deve ser autêntica do aluno, deve ser gerada da curiosidade pelo novo e não algo que já é de seu conhecimento.
Após formular a questão de investigação, deve-se fazer um levantamento das dúvidas temporárias e da certezas provisórias que servirão de base para o estudo do assunto. Este assunto, esta procura por respostas irá refutar ou esclarecer as dúvidas e certezas e bem provável que surgirão novas dúvidas e novas certezas, estas deverão ser analisadas e incorporadas, ou não, ao projeto.
O professor deve servir de guia, de âncora, de suporte para a cosntrução do PA. Deve orientar o aluno a aproveitar os espaços de interação e de publicação de seu projeto. Ele deve ser de fácil compreensão, pelo professor, pelos colegas e por ele mesmo. É aconselhável, melhor, é necessário que façam Mapas Conceituais, pois eles são uma representação do conjunto de informações que mantem relações evidentes entre si. O mapa conceitual serve de guia para o que deve ser feito e de busca para o que já foi feito.
Os registros não devem fugir do tema proposto, pois eles são um documento do conhecimento adquirido.
A síntese final deve conter as aprendizagens construidas, os recursos utilizados, as principais fontes de busca.
Não é impossível realizar um PA sózinho, mas os alunos devem entender que o trabalho em grupo vai gerar debates, polêmicas, troca de ideias,...
Como nada anda só, ao buscar um conhecimento, o aluno vai se deparar com saberes referentes a outras áreas do conhecimento. Isto é interdisplinaridade. Os PAs oportunizam uma ligação significativa entre as múltiplas disciplinas.
Para concluir, o professor que utiliza como recurso pedagógico um PA, oportuniza seus alunos a não só encontrar informações, mas a aprender a selecionar o que realmente importa à questão inicial. Oportuniza a disciplina em sala de aula, pois quando os alunos são encaminhados por trilhas que captem a sua atenção, não haverá problemas de disciplina, desatenção e dispersão de objetivos.
A criança é um inquiridor por excelência, é de sua natureza perguntar e polemizar um assunto e é justamente esta curiosidade que lhe abrirá as portas do conhecimento, tornando um adulto crítico e dialógico. É imprescíndivel que o professor ou qualquer pessoa ligada à educação de uma criança fomente nela o hábito de questionar as situações.
Trabalhar com PA's implica em assumir responsabilidades sobre a real aprendizagem da criança. Para isso, é fundamental que o professor seja parceiro no trabalho do aluno, se proponha a acompanhar o processo e avaliar os resultados, juntamente com o aluno.
Observação: Esta postagem não premia nenhuma atividade em especial, ou melhor, premia todas. Ela me servirá de suporte e orientação para guiar meus alunos nos PA's vindouros.

domingo, 22 de novembro de 2009

PROJETOS DE APRENDIZAGENS













Um projeto surge em resposta à uma necessidade, a um problema concreto. Elaborar um projeto é contribuir para a solução desse problema, transformando as idéias em ações.
Como dizia Paulo Freire: ninguém educa ninguém, mas ninguém, tampouco, se educa sozinho. O ser humano se educa em comunhão, no contexto de viver sua vida neste mundo". (Pedagogia do Oprimido)
Nós nos educamos uns aos outros na interação de uns com os outros. Nessa interação vamos nos transformando em sujeitos capazes de definir, autonomamente, um projeto de vida e de transformá-lo em realidade.
Uma pedagogia de projetos encara a educação como a única ferramenta pela qual o ser humano projeta e constrói a sua própria vida, utilizando algo que lhe é natural e motivador.
Através de um projeto de aprendizagem, a criança é incentivada a explorar e a investigar seus interesses. Ao professor, cabe a responsabilidade de tornar útil a atividade da criança, promovendo, assim, o desenvolvimento das competências básicas necessárias para que ela se torne capaz de sonhar seus próprios sonhos e transformá-los em realidade.
Como aluna do Pead, foi-me proposto realizar, em comunhão com outras colegas, projetos de aprendizagem.
O primeiro PA foi sobre a influência da Lua sobre o ser humano. Abriu-se um vasto campo de pesquisa: internet, livros, entrevistas. Nada ficou definitivo sobre a real influência desse satélite natural da Terra.
O segundo PA foi sobre os jogos de computador e não é nenhuma novidade o uso de jogos na educação de crianças. Na antiguidade já eram utilizados jogos e brincadeiras na educação infantil, onde alguns filósofos se utilizam deles para ensinar seus discípulos. Platão afirmava a necessidade de a criança aprender divertindo-se. Mesmo para um adulto, é fato de que os jogos são grandes auxiliares para o bom funcionamento do cérebro. Mas, quanto aos jogos de computador, ou heurísticos, não encontramos fatos suficientes que afirmem que afirmem que os benefícios são maiores que os malefícios. Benefício porque estimula a criatividade. Malefício porque causa, a longo prazo, tendinite, obesidade, atrofiamento dos membros inferiores, ...
Após estes dois PA's, senti-me meio desalentada em aplicar com meus aunos de 3° ano, mas mesmo assim, tentei.
Tive uma agradável surpresa ao propor um projeto de aprendizagem sobre animais.
Nas dúvidas e certezas, as crianças demonstraram um grande conhecimento sobre o assunto. Daí em diante, as pesquisas sobre as dúvidas e curiosidades foram realizadas com satisfação pelos alunos, conquistando, assim, uma verdadeira aprendizagem sobre estes nossos compenheiros de jornada terrena. Toda aprendizagem realizada, jamais será esquecida. Tenho certeza!